domingo, 18 de dezembro de 2011

Voltando pra casa num domingo.

Domingo. O meu não foi muito diferente do de muitos brasileiros. Principalmente daqueles que estão enfrentando forte chuva nos últimos dias. Depois de passar um dia agradável com a família, a hora de ir embora segura a tensão. Não muito depois de deixar a casa de meus tios, encontramos o que já esperávamos. Stradas cheias de buracos e nenhuma sinalização para motoristas. Claro, as condições climáticas favorecem o contexto. Mas até que ponto?
Em certo ponto da estrada, havia uma fileira de aproximadamente 10 carros no acostamento. Todos com pneus danificados por causa de um buraco, digno de ser chamado de cratera, na pista do meio. O mesmo buraco já se encontrava alí na sexta-feira, quando minha mãe fez uma ligação ao orgão responsável pela manutenção das estradas do município. A resposta -na minha opinião, no mínimo desrespeitosa - foi a seguinte: "A senhora há de convir que as condições climáticas favorecem a situação descrita. A via referida também é extensa demais para que todos reparos sejam feitos.".
Ninguem há de convir com isso. Brasileiros pagam impostos bastante significativos para que não tenham que trocar pneus coletivamente, ás 21 horas de um domingo, ao voltar para casa, porque uma solicitação de serviço não foi prestada. Algo poderia ser feito na mesma sexta-feira, depois da ligação feita a aproximadamente 13 horas. Que fosse jogado brita no buraco. 
Enfim, é indiscutível a falta de compromisso evidenciada em situações semelhantes a essa. Vejo, porém, como uma saída, um pouco mais de ação por parte dos cidadãos. Não só pelas estradas, mas em geral, devemos ser mais exigentes. Temos que cobrar mais, ligar mais e realmente fornecer feedback.
Essa aceitação toda, além de refletir uma sociedade despreocupada, tira todo seu direito de reclamar e criticar.