sábado, 8 de setembro de 2012

Despedida



Tinha.
Não havia nada,
e sim tinha.
Mas não via.
E pela via andava
e dava
a quem quer queria
o que quer que
tinha em sua sacola.
Mas nem via tinha.

Nada.
Não era nada,
e era tudo e nem
a nado era.
Mergulhava,
e ia fundo
desbravava o mundo
que havia em si.

Sim,
agora a via,
e despedia daquele
olhar.
Fundo, tão fundo
era; um mar.
Deixava-o agora
junto à praia;
o seu lugar.

Agora leve,
solto andava -
tendo ou não
via. Se banhava
sem preocupar com
a hora e sorria junto
à sua sacola de sonho.

- Olga Helena

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