sábado, 8 de setembro de 2012

Ego



Cara lavada,
Borrada, estranha.
Da medo te olhar.

Teus olhos me vigiam.
Marcam as cartas das
Nossas expressões.

Não me encanta, nem
Me agrada; Incomoda.
Provoca, até a culpa
tomar minhas veias,
que levam às torneiras
o pulsar dessa dor.

Transcende o orgânico.
Pelos poros me mostra
quem não quer olhar...
Objeto cruel!
Como viseira, é o véu
que me fez enxergar.

- Olga Helena

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